Alcoólicos anonimos – talvez você também precise.

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Todos sabemos que a geração de hoje é conhecida como uma geração que está acostumada a ter tudo nas mãos, a não ouvir não e a achar que são extremamente especiais e melhores que os outros. E isso é um problema sério. Se antigamente algumas pessoas já se perdiam pelo caminho ao ouvir alguns nãos, imagine agora.

A maioria das pessoas da geração anterior, vieram de uma geração pós segunda guerra mundial, ou seja, o mundo estava se reconstruindo e por isso são frutos de uma geração que aprendeu – na marra – a não se frustrar e a batalhar pelo que queriam… E se os frutos dessa geração já se frustravam e acabavam por se entregar aos vícios, imagine como a situação fica com essa nova geração, que não está acostumada com os nãos da vida.

Quando frustrados, algumas pessoas não conseguem solucionar seus problemas e acabam se entregando aos vícios. E desconfio que nunca tivemos uma geração tão viciada antes. Viciada em internet, em redes sociais, em estar conectado. Uma geração que têm à disposição vícios considerados normais pela sociedade em que vivemos, e é aí que mora o perigo.

Porém, algumas pessoas ainda se entregam a outros tipos de vícios, ao vício em álcool ou em drogas. E hoje venho contar para vocês a história do Sr. José, que deveria ter buscado ajuda no alcoólicos anonimos muito antes de perder tudo, muito antes da sua motivação profissional ter se perdido e dele chegar a esse ponto.

O que conto aqui é uma história verídica e que espero que abra o olhos de vocês, jovens, que muitas vezes se entregam ao vício e não percebem o que pode acontecer com vocês!

Sr José – um morador de rua que deveria ter ido aos alcoólicos anonimos.

Eu sempre tive o costume de conversar com as pessoas e os moradores de rua que chegavam a nossa casa em particular. E foi numa destas conversa que o Sr. José me disse que era alcoólatra e que já havia trabalhado em grandes empresas. Porém, a bebida tinha lhe tirado tudo, e até mesmo o que ele mais amava: trabalho, esposa, filhos, o lar e o amor próprio; dizia isto tudo quando estava sóbrio, pois falava muito bem.

Sr. José confessou que se tornou um viciado desde muito cedo,e sempre sentiu que era discriminado no trabalho, na sociedade por ser negro. Além disso, apesar de ter outra formação, o Sr. José trabalhava como contador em grandes empresas, mas se sentia frustrado por não poder atuar em sua área de formação. Esse era um dos grandes motivos da bebedeira: baixa auto estima gerada pela discriminação por ser negro e por não trabalhar na área em que estudou.

Nossa conversa se iniciou em um dia de muita chuva. O Sr. José chegou a casa de moradores de rua as 19:30 horas, muito bêbado e todo molhado. Enquanto esperava para tomar um banho quente e trocar de roupa, acabou caindo de tão bêbado. E foi aí que fui até ele bravo e lhe dei uma bronca:

-Você não tem jeito mesmo não é Sr. José?!

E Ele me fez uma pergunta:

-O Sr. já dormiu na rua alguma vez?

Passada a bebedeira dele, conversamos muito e pude entender um pouco mais das situações que levaram o Sr. José a tomar esse rumo na vida.

A nossa conversa me tocou muito e precisei de muita reflexão para conseguir lidar com tudo o que ele tinha me falado. E confesso que fiquei um pouco receoso com os rumos que as nossas novas gerações tomarão. Principalmente porque nessas horas um amigo pode fazer toda a diferença na nossa vida, pode nos aconselhar e dar força, mas nunca tivemos tantos relacionamentos descartáveis como temos agora, então a quem recorrer?

Espero que as pessoas procurem ajuda, seja profissional, em grupos de apoio como os alcoólicos anonimos ou em qualquer outro lugar antes de chegar ao fundo do poço, antes de acabar com tudo o que lhes fazem feliz hoje.

Que Deus nos ajude, nos Abençoe e nos livre dos vícios.

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