CARTA DE ADEUS DE UM JOVEM PARA SEU PAI

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O ADEUS DE UM JOVEM

Esta carta foi publicada em abril de 1991 em um boletim do hospital São Camilo em São Paulo, escrita por um jovem de 19 anos vítima das drogas.
Eis os dizeres do jovem:


“Acho que neste mundo, ninguém procurou descrever o seu próprio cemitério.
Não sei como o meu pai vai recebê-lo, mas preciso de todas as forças enquanto é tempo.
Sinto muito, meu pai.
Acho que este diálogo é o último que tenho com senhor.
Sinto muito mesmo…Sabe, pai está em tempo do senhor saber a verdade de que nunca desconfiou.
Vou ser breve e claro. Certo? O tóxico me matou.
Travei conhecimento com meu assassino, o tóxico, aos 15 ou 16 anos de idade. É horrível, não pai?
No começo, foram as tonturas, depois o devaneio, e a seguir a escuridão.
Não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Depois veio a falta de ar, o medo, as alucinações; e logo após, veio a euforia do pico novamente.
Eu me sentia mais gente que as outras pessoas. E o tóxico, meu amigo inseparável, sorria, sorria…Sabe pai, a gente, quando começa acha tudo ridículo e muito engraçado.
Até Deus eu achava ridículo e, hoje, no leito de um hospital, eu reconheço que Deus é o mais importante de tudo no mundo e que sem a ajuda Dele, eu não estaria escrevendo esta carta.
Pai, só tenho 19 anos, e sei que não tenho a menor chance de viver. É muito tarde pra mim, mas para o senhor, meu pai, tenho um último pedido a fazer.
Diga a todos os jovens que o senhor conhece e mostre a eles esta carta. Diga a eles que, em cada porta de escola, em cada cursinho de faculdade, em qualquer lugar, há sempre um senhor elegantemente vestido e bem falante, que irá mostra-lhes o seu futuro assassino e destruidor de suas vidas, que os levará à loucura e à morte, como aconteceu comigo.
Por favor, faça isso meu pai, antes que seja tarde demais para eles.
Perdoe-me, pai. Já sofri demais. Perdoe-me também por fazê-lo sofrer pelas minhas loucuras.
Adeus, meu pai.”

 

Um mês depois de escrever esta carta, o jovem morreu no hospital.
Fico a me perguntar até onde vamos tolerar este tipo de morte, será que um dia terá solução? Será que não falta atitudes dos pais para combater esse tipo de problema?
Quando leio uma história como essa, penso que atitudes simples poderiam mudar totalmente esse cenário! Se os pais fizessem pelo menos uma refeição junto dos filhos, teriam 50% de chances de jovens e adolescentes não entrarem no mundo das drogas, e isso custaria uma refeição diária juntos!
Como dizia o Padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira: pai e mãe que rezam com seus filhos na hora das refeições, para deitar ou para levantar, não perdem os filhos para as drogas NUNCA! Pois sempre terão proteção Divina e eles próprios terão sabedoria para discernir o certo do errado, a oração é o maior poder da terra!

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